Fazer exames preventivos não significa esperar algum sintoma aparecer para investigar a saúde. Pelo contrário, a medicina preventiva busca acompanhar indicadores antes que alterações se tornem problemas maiores.
Além disso, em 2026, falar sobre prevenção exige ir além do tradicional “check-up anual”. As recomendações brasileiras estão passando por atualizações importantes, especialmente nos rastreamentos de câncer, enquanto os exames laboratoriais continuam sendo ferramentas importantes para acompanhar glicemia, colesterol, função renal, alterações hematológicas e outros parâmetros.
Por isso, afinal, quais exames de rotina realmente fazem sentido e quando começar?
A resposta depende da idade, sexo, histórico familiar, hábitos de vida, fatores de risco e orientação profissional. Ainda assim, entender quais avaliações podem fazer parte do acompanhamento é um primeiro passo para cuidar melhor da saúde.
O que são exames preventivos?
Antes de tudo, os exames preventivos são avaliações utilizadas para acompanhar a saúde e identificar alterações antes que elas provoquem sintomas ou complicações.
Nesse contexto, um exame de sangue, por exemplo, pode fornecer informações sobre diferentes parâmetros metabólicos e hematológicos. Da mesma forma, exames de urina, fezes e outros materiais biológicos podem contribuir para uma avaliação mais ampla.
Por outro lado, prevenção não significa realizar todos os exames disponíveis.
Na prática, um check-up completo deve ser individualizado. O objetivo é selecionar avaliações que realmente tenham relação com a idade, histórico e perfil de cada pessoa.
O próprio conceito de check-up está associado a uma avaliação médica de rotina acompanhada de exames específicos conforme idade, sexo e histórico pessoal e familiar.
Quando começar a fazer exames de rotina?
Não existe uma idade única para começar todos os exames de rotina.
Por isso, a prevenção deve acompanhar as diferentes fases da vida. Além disso, alguns exames são indicados apenas quando existem fatores de risco ou sintomas, enquanto outros fazem parte de programas de rastreamento para determinadas faixas etárias.
De modo geral, a avaliação pode considerar:
- idade;
- histórico familiar;
- alimentação e atividade física;
- uso de medicamentos;
- presença de doenças crônicas;
- hábitos como tabagismo e consumo de álcool;
- saúde sexual;
- histórico ginecológico;
- alterações identificadas em avaliações anteriores.
Assim, o mais importante não é montar uma lista fixa de dezenas de exames, mas estabelecer um acompanhamento coerente com as necessidades individuais.
Quais exames laboratoriais podem fazer parte da prevenção?
Em seguida, entram os exames laboratoriais, que podem utilizar amostras de sangue, urina, fezes e outros materiais.
Dependendo da avaliação, o profissional pode solicitar exames como hemograma, glicemia, hemoglobina glicada, colesterol e frações, triglicerídeos, creatinina, ureia, exames relacionados à função hepática e tireoidiana, entre outros.
Entretanto, isso não significa que todas as pessoas devam realizar esses exames anualmente.
A indicação deve considerar o contexto clínico e os fatores de risco. Por isso, exames adicionais podem ser necessários em situações específicas, enquanto outros podem não apresentar indicação para determinado paciente.
O Pasteur, existem diferentes opções de check-up, incluindo avaliações direcionadas para diabetes, coração, tireoide, gestantes, saúde da mulher e outras necessidades.
Rastreamento ginecológico: Papanicolau, citologia em meio líquido e DNA-HPV
Entre os cuidados relacionados à saúde da mulher, o rastreamento do câncer do colo do útero merece atenção especial.
Tradicionalmente, o Papanicolau, também chamado de exame citopatológico, é utilizado para identificar alterações nas células do colo do útero que podem indicar lesões precursoras.
Além disso, existe a citologia em meio líquido, uma metodologia mais avançada de preparação e processamento da amostra citológica. Nesse procedimento, o material coletado é colocado em um líquido conservante antes do processamento laboratorial, permitindo uma preparação mais padronizada da amostra.
A transição para o teste de DNA-HPV no Brasil
Por outro lado, o Brasil está passando por uma mudança importante na estratégia de rastreamento. Em 2025, o Ministério da Saúde aprovou as novas diretrizes para o rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção do DNA-HPV oncogênico. Com a implementação progressiva dessa estratégia, o teste molecular passa a ser o método primário de rastreamento.
Nesse modelo, o DNA-HPV identifica a presença de tipos de HPV associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Além disso, após um resultado negativo, a recomendação prevê intervalo de cinco anos para o próximo rastreamento, conforme as diretrizes nacionais.
Entretanto, a implementação do novo fluxo ocorre progressivamente. Por isso, nos locais onde o teste de DNA-HPV ainda não está disponível, o rastreamento continua sendo realizado pelo método citopatológico, incluindo o Papanicolau. Nesses casos, a recomendação é repetir o exame a cada três anos após dois resultados normais consecutivos, realizados com intervalo de um ano.
Da mesma forma, a citologia em meio líquido pode fazer parte da avaliação citológica conforme a metodologia disponível no serviço e a indicação profissional.
Portanto, Papanicolau, citologia em meio líquido e DNA-HPV não devem ser apresentados simplesmente como alternativas equivalentes. Cada abordagem possui características e aplicações próprias dentro do cenário de rastreamento.
O rastreamento é direcionado a mulheres e outras pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual, conforme as diretrizes brasileiras.
E a prevenção do câncer de mama?
Além do acompanhamento ginecológico, a saúde da mulher também envolve estratégias para prevenção e detecção precoce do câncer de mama.
Nesse sentido, as recomendações de rastreamento devem considerar a faixa etária, os fatores de risco e as orientações vigentes. Por isso, mulheres com histórico familiar importante, sintomas ou outras condições específicas podem precisar de uma avaliação individualizada.
Assim, a mamografia e outros exames de imagem devem fazer parte de uma estratégia de cuidado definida com profissionais de saúde, e não de uma rotina igual para todas as pessoas.
Por que não esperar os sintomas aparecerem?
Muitas alterações podem permanecer silenciosas durante determinado período.
Por isso, os exames preventivos podem ajudar a identificar mudanças antes que elas provoquem sinais perceptíveis. Além disso, acompanhar resultados ao longo do tempo permite que o profissional observe alterações e tendências que possam justificar uma investigação.
Dessa maneira, prevenção não significa apenas descobrir uma doença. Significa também conhecer melhor os próprios indicadores de saúde e tomar decisões de cuidado no momento adequado.
Pasteur: diagnóstico que acompanha a prevenção
Em um cenário no qual a medicina diagnóstica está cada vez mais tecnológica, escolher um laboratório também faz parte do cuidado.
O Pasteur Diagnósticos atua há mais de 40 anos e conta com um Núcleo Técnico capaz de realizar internamente cerca de 90% dos exames clínicos. Além disso, a instituição informa possuir gestão da qualidade certificada anualmente pela ONA e pela ISO 9001:2015.
Além disso, o laboratório disponibiliza serviço de coleta domiciliar, permitindo realizar determinados exames em casa ou no local de trabalho.
Dessa forma, o cuidado preventivo pode ser incorporado à rotina com mais praticidade e acompanhamento adequado.
Prevenção começa antes dos sintomas
Mais do que realizar exames indiscriminadamente, cuidar da saúde significa entender quais avaliações fazem sentido para cada fase da vida.
Por isso, mantenha seus exames de rotina acompanhados, converse regularmente com profissionais de saúde e fique atento às atualizações nas recomendações de rastreamento.
Afinal, a prevenção não precisa esperar um sinal de alerta para começar.
Cuide da sua saúde hoje para acompanhar melhor o amanhã. Conte com o Pasteur Diagnósticos para transformar prevenção em parte da sua rotina.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. A indicação, periodicidade e interpretação dos exames devem considerar as características individuais de cada pessoa e as recomendações profissionais vigentes.

