Durante o Outubro Rosa, a mamografia costuma ganhar destaque nas campanhas de conscientização e prevenção do câncer de mama. Entretanto, cuidar da saúde das mamas vai muito além de realizar um exame de imagem.
Afinal, a prevenção envolve também conhecer os próprios fatores de risco, manter hábitos saudáveis, observar mudanças nas mamas e buscar avaliação profissional diante de alterações suspeitas.
Além disso, o cenário brasileiro passou por uma atualização importante. Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, como estratégia populacional baseada em evidências para reduzir a mortalidade por câncer de mama.
Por isso, neste Outubro Rosa, vale ampliar a pergunta: o que você pode fazer pela saúde das suas mamas além da mamografia?
Mamografia é importante, mas não é o único cuidado
É importante diferenciar rastreamento de investigação diagnóstica.
A mamografia de rastreamento é realizada em pessoas sem sinais ou sintomas, com o objetivo de identificar alterações suspeitas precocemente.
Por outro lado, quando existe algum sinal suspeito, a conduta é diferente. Nesses casos, o profissional pode indicar exames de imagem ou outras avaliações independentemente da idade.
Além disso, mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos que desejarem realizar mamografia de rastreamento não estão impedidas de acessar o exame pelo SUS. Contudo, a decisão deve considerar os possíveis benefícios e riscos, em conjunto com um profissional de saúde.
Portanto, realizar mamografia não significa substituir os demais cuidados preventivos.
Conhecer as próprias mamas também faz parte da prevenção
Outro cuidado importante é conhecer o próprio corpo.
Isso significa perceber o que é habitual nas mamas e observar alterações que não costumam estar presentes. Entre os sinais que merecem avaliação estão:
- nódulo ou caroço persistente;
- alteração no formato ou tamanho da mama;
- retração da pele ou do mamilo;
- pele com aspecto semelhante à “casca de laranja”;
- saída espontânea de líquido pelo mamilo;
- mudanças persistentes na aparência da mama.
Entretanto, identificar uma alteração não significa necessariamente ter câncer.
Por isso, diante de qualquer mudança persistente ou suspeita, o ideal é procurar avaliação profissional. Segundo o INCA, grande parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.
Hábitos saudáveis também podem contribuir para a prevenção

Além do acompanhamento médico, a prevenção passa pelo cotidiano.
Manter-se fisicamente ativa pode contribuir para reduzir o risco de câncer de mama. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) recomenda incorporar atividades físicas à rotina, inclusive por meio de práticas simples como caminhar, andar de bicicleta, dançar ou nadar.
Da mesma forma, manter o peso corporal adequado e adotar uma alimentação equilibrada fazem parte das estratégias de prevenção.
Além disso, reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas é uma medida importante. O excesso de peso, a inatividade física e o consumo de álcool estão entre os fatores comportamentais associados ao aumento do risco de câncer de mama.
Por outro lado, a amamentação também exerce efeito protetor. Por isso, quando possível, ela deve ser incentivada pelo maior tempo possível, conforme as recomendações de saúde materno-infantil.
Histórico familiar merece atenção especial
Além dos hábitos, existem fatores que não podem ser modificados.
A idade, por exemplo, é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama. Além disso, histórico familiar de câncer de mama ou ovário, principalmente em parentes próximos e em idades mais jovens, pode indicar maior risco.
Nesse contexto, alterações hereditárias em genes como BRCA1 e BRCA2 também podem estar relacionadas à predisposição ao câncer de mama. Entretanto, apenas uma parcela dos casos está associada a fatores genéticos ou hereditários.
Por isso, pessoas com histórico familiar relevante devem conversar com um profissional de saúde. Dessa maneira, é possível avaliar individualmente o risco e definir se são necessários acompanhamento ou estratégias diferenciadas.
E os exames além da mamografia?
Quando existe uma alteração nas mamas, a investigação pode envolver diferentes recursos.
Por exemplo, dependendo da situação clínica, podem ser solicitadas mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. A escolha depende da idade, dos sintomas, das características encontradas e da avaliação profissional.
Além disso, quando um exame identifica uma lesão suspeita, a confirmação do diagnóstico pode exigir uma biópsia, com análise laboratorial de uma amostra do tecido.
Assim, é importante entender que cada exame possui uma finalidade. A mamografia é fundamental para o rastreamento dentro da faixa etária recomendada, enquanto outros métodos podem participar da investigação quando existe uma alteração.
Outubro Rosa deve ser um lembrete, não uma ação isolada

Durante o mês de outubro, campanhas como o Outubro Rosa ajudam a ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado com a saúde.
Entretanto, a prevenção não termina quando outubro acaba.
Ao contrário, esse período pode servir como um lembrete para revisar hábitos, conferir quando foi realizado o último exame indicado, conversar com um profissional e observar possíveis mudanças no corpo.
Além disso, o câncer de mama continua sendo um importante desafio de saúde pública no Brasil. Para cada ano do triênio 2026–2028, o INCA estima 781 mil novos casos de câncer de mama no país, reforçando a importância de estratégias de prevenção e detecção precoce.
Prevenção também passa pelo diagnóstico de qualidade
Por fim, cuidar da saúde significa contar com informação confiável e serviços preparados para acompanhar cada etapa da prevenção.
Nesse contexto, o Pasteur Diagnósticos oferece diferentes exames e opções de check-up que podem fazer parte do acompanhamento da saúde da mulher.
Além disso, manter os exames em dia e realizar avaliações conforme orientação profissional contribui para transformar a prevenção em um cuidado contínuo, e não apenas em uma preocupação durante campanhas de conscientização.
Neste Outubro Rosa, olhe para a prevenção de forma mais ampla: conheça seu corpo, cuide dos seus hábitos, acompanhe seus fatores de risco e mantenha os exames indicados em dia.
Porque cuidar da saúde das mamas vai muito além de lembrar da mamografia uma vez por ano.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação e a periodicidade dos exames devem considerar a idade, os sintomas, o histórico familiar e as características individuais de cada pessoa.

